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Salmo 61 ↟↟

  1. uve, ó Deus, o meu clamor, atende à minha oração.
  2. Desde o fim da terra clamo a ti, por estar abatido o meu coração. Leva-me para a rocha que é mais alta do que eu,
  3. pois tens sido o meu refúgio e uma torre forte contra o inimigo.
  4. Habitarei no teu tabernáculo para sempre, abrigar-me-ei no oculto das tuas asas. (Selá)
  5. Pois tu, ó Deus, ouviste os meus votos, deste-me a herança dos que temem o teu nome.
  6. Prolongarás os dias do rei, e os seus anos serão como muitas gerações.
  7. Ele permanecerá diante de Deus para sempre, prepara-lhe misericórdia e verdade que o preservem.
  8. Assim, cantarei salmos ao teu nome perpetuamente, para pagar os meus votos de dia em dia.

Salmo 62 ↟↟

  1. minha alma espera somente em Deus, dele vem a minha salvação.
  2. Só ele é a minha rocha e a minha salvação, é a minha defesa, não serei grandemente abalado.
  3. Até quando maquinareis o mal contra um homem? Sereis mortos todos vós, sereis como uma parede encurvada e uma sebe pouco segura.
  4. Eles somente consultam como o hão de derribar da sua excelência, deleitam-se em mentiras, com a boca bendizem, mas, no seu interior, maldizem. (Selá)
  5. Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança.
  6. Só ele é a minha rocha e a minha salvação, é a minha defesa, não serei abalado.
  7. Em Deus está a minha salvação e a minha glória, a rocha da minha fortaleza e o meu refúgio estão em Deus
  8. Confiai nele, ó povo, em todos os tempos, derramai perante ele o vosso coração, Deus é o nosso refúgio. (Selá)
  9. Certamente que os homens de classe baixa são vaidade, e os homens de ordem elevada são mentira, pesados em balanças, eles juntos são mais leves do que a vaidade.
  10. Não confieis na opressão, nem vos desvaneçais na rapina, se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração.
  11. Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus.
  12. A ti também, Senhor, pertence a misericórdia, pois retribuirás a cada um segundo a sua obra.

Salmo 63 ↟↟

  1. Deus, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei, a minha alma tem sede de ti, a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água,
  2. Para ver a tua fortaleza e a tua glória, como te vi no santuário
  3. Porque a tua benignidade é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão.
  4. Assim, eu te bendirei enquanto viver, em teu nome levantarei as minhas mãos.
  5. A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura, e a minha boca te louvará com alegres lábios,
  6. Quando me lembrar de ti na minha cama e meditar em ti nas vigílias da noite
  7. Porque tu tens sido o meu auxílio, jubiloso cantarei refugiado à sombra das tuas asas.
  8. A minha alma te segue de perto, a tua destra me sustenta.
  9. Mas aqueles que procuram a minha vida para a destruírem irão para as profundezas da terra.
  10. Cairão à espada, serão uma ração para as raposas.
  11. Mas o rei se regozijará em Deus, qualquer que por ele jurar se gloriará, porque se tapará a boca dos que falam mentira.

Salmo 64 ↟↟

  1. uve, ó Deus, a minha voz na minha oração, livra a minha vida do horror do inimigo.
  2. Esconde-me do secreto conselho dos maus e do tumulto dos que praticam a iniquidade,
  3. os quais afiaram a sua língua como espadas, e armaram, por suas flechas, palavras amargas,
  4. para de lugares ocultos atirarem sobre o que é reto, disparam sobre ele repentinamente e não temem.
  5. Firmam-se em mau intento, falam de armar laços secretamente e dizem: Quem nos verá?
  6. Fazem indagações maliciosas, inquirem tudo o que se pode inquirir, até o íntimo de cada um e o profundo coração
  7. Mas Deus disparará sobre eles uma seta, e de repente ficarão feridos.
  8. Assim, eles farão com que a sua língua se volte contra si mesmos, todos aqueles que os virem, fugirão.
  9. E todos os homens temerão e anunciarão a obra de Deus, e considerarão prudentemente os seus feitos.
  10. O justo se alegrará no Senhor e confiará nele, e todos os retos de coração se regozijarão.

Salmo 65 ↟↟

  1. ti, ó Deus, espera o louvor em Sião, e a ti se pagará o voto.
  2. Ó tu que ouves as orações. A ti virá toda a carne.
  3. Prevalecem as iniquidades contra mim, mas tu perdoas as nossas transgressões.
  4. Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios, nós seremos satisfeitos da bondade da tua casa e do teu santo templo.
  5. Com coisas tremendas de justiça nos responderás, ó Deus da nossa salvação, tu és a esperança de todas as extremidades da terra e daqueles que estão longe sobre o mar,
  6. o que pela sua força consolida os montes, cingido de fortaleza,
  7. o que aplaca o ruído dos mares, o ruído das suas ondas e o tumulto das nações.
  8. E os que habitam nos confins da terra temem os teus sinais, tu fazes alegres as saídas da manhã e da tarde.
  9. Tu visitas a terra e a refrescas, tu a enriqueces grandemente com o rio de Deus, que está cheio de água, tu lhe dás o trigo, quando assim a tens preparada,
  10. tu enches de água os seus sulcos, regulando a sua altura, tu a amoleces com a muita chuva, tu abençoas as suas novidades,
  11. tu coroas o ano da tua bondade, e as tuas veredas destilam gordura,
  12. destilam sobre os pastos do deserto, e os outeiros cingem-se de alegria.
  13. Os campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de trigo, por isso, eles se regozijam e cantam.

Salmo 66 ↟↟

  1. ouvai a Deus com brados de júbilo, todas as terras.
  2. Cantai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor.
  3. Dizei a Deus: Quão terrível és tu nas tuas obras. Pela grandeza do teu poder se submeterão a ti os teus inimigos.
  4. Toda a terra te adorará, e te cantará louvores, e cantará o teu nome. (Selá)
  5. Vinde e vede as obras de Deus, é terrível nos seus feitos para com os filhos dos homens.
  6. Converteu o mar em terra seca, passaram o rio a pé, ali nos alegramos nele.
  7. Ele domina eternamente pelo seu poder, os seus olhos estão sobre as nações, não se exaltem os rebeldes. (Selá)
  8. Bendizei, povos, ao nosso Deus e fazei ouvir a voz do seu louvor,
  9. ao que sustenta com vida a nossa alma e não consente que resvalem os nossos pés.
  10. Pois tu, ó Deus, nos provaste, tu nos afinaste como se afina a prata.
  11. Tu nos meteste na rede, afligiste os nossos lombos.
  12. Fizeste com que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça, passamos pelo fogo e pela água, mas trouxeste-nos a um lugar de abundância.
  13. Entrarei em tua casa com holocaustos, pagar-te-ei os meus votos,
  14. que haviam pronunciado os meus lábios, e dissera a minha boca, quando eu estava na angústia.
  15. Oferecer-te-ei holocaustos de animais nédios, com odorante fumaça de carneiros, oferecerei novilhos com cabritos. (Selá)
  16. Vinde e ouvi, todos os que temeis a Deus, e eu contarei o que ele tem feito à minha alma.
  17. A ele clamei com a minha boca, e ele foi exaltado pela minha língua.
  18. Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá,
  19. mas, na verdade, Deus me ouviu, atendeu à voz da minha oração.
  20. Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem desviou de mim a sua misericórdia.

Salmo 67 ↟↟

  1. eus tenha misericórdia de nós e nos abençoe, e faça resplandecer o seu rosto sobre nós. (Selá)
  2. Para que se conheça na terra o teu caminho, e em todas as nações a tua salvação.
  3. Louvem-te a ti, ó Deus, os povos, louvem-te os povos todos.
  4. Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com equidade, e governarás as nações sobre a terra. (Selá)
  5. Louvem-te a ti, ó Deus, os povos, louvem-te os povos todos.
  6. Então, a terra dará o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoará.
  7. Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra o temerão.

Salmo 68 ↟↟

  1. evante-se Deus, e sejam dissipados os seus inimigos, fugirão de diante dele os que o aborrecem.
  2. Como se impele a fumaça, assim tu os impeles, como a cera se derrete diante do fogo, assim pereçam os ímpios diante de Deus.
  3. Mas alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e folguem de alegria.
  4. Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome, louvai aquele que vai sobre os céus, pois o seu nome é JEOVÁ, exultai diante dele.
  5. Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus no seu lugar santo.
  6. Deus faz que o solitário viva em família, liberta aqueles que estão presos em grilhões, mas os rebeldes habitam em terra seca.
  7. Ó Deus. Quando saías adiante do teu povo, quando caminhavas pelo deserto, (Selá)
  8. a terra abalava-se, e os céus destilavam perante a face de Deus, o próprio Sinai tremeu na presença de Deus, do Deus de Israel.
  9. Tu, ó Deus, mandaste a chuva em abundância e confortaste a tua herança, quando estava cansada.
  10. Nela habitava o teu rebanho, tu, ó Deus, proveste o pobre da tua bondade.
  11. O Senhor deu a palavra, grande era o exército dos que anunciavam as boas-novas.
  12. Reis de exércitos fugiram à pressa, e aquela que ficava em casa repartia os despojos.
  13. Ainda que vos deiteis entre redis, sereis como as asas de uma pomba, cobertas de prata, com as suas penas de ouro amarelo.
  14. Quando o Omnipotente ali espalhou os reis, foi como quando cai a neve em Zalmom.
  15. O monte de Deus é como o monte de Basã, um monte elevado como o monte de Basã.
  16. Por que saltais, ó montes elevados? Este é o monte que Deus desejou para sua habitação, e o Senhor habitará nele eternamente.
  17. Os carros de Deus são vinte milhares, milhares de milhares. O Senhor está entre eles, como em Sinai, no lugar santo.
  18. Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens e até para os rebeldes, para que o Senhor Deus habitasse entre eles.
  19. Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos cumula de benefícios, o Deus que é a nossa salvação. (Selá)
  20. O nosso Deus é o Deus da salvação, e a JEOVÁ, o Senhor, pertencem as saídas para escapar da morte.
  21. Mas Deus ferirá gravemente a cabeça de seus inimigos e o crânio cabeludo do que anda em suas culpas.
  22. Disse o Senhor: Eu os farei voltar de Basã, farei voltar o meu povo das profundezas do mar,
  23. para que o teu pé mergulhe no sangue de teus inimigos, e nele mergulhe até a língua dos teus cães.
  24. Ó Deus, eles têm visto os teus caminhos, os caminhos do meu Deus, meu Rei, no santuário.
  25. Os cantores iam adiante, os tocadores de instrumentos, atrás, entre eles, as donzelas tocando adufes.
  26. Celebrai a Deus nas congregações, ao Senhor, desde a fonte de Israel.
  27. Ali está o pequeno Benjamim, que domina sobre eles, os príncipes de Judá com o seu ajuntamento, os príncipes de Zebulom e os príncipes de Naftali.
  28. O teu Deus ordenou a tua força, confirma, ó Deus, o que já realizaste por nós.
  29. Por amor do teu templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes.
  30. Repreende as feras dos canaviais, a multidão dos touros, com os novilhos dos povos, pisando com os pés as suas peças de prata, dissipa os povos que desejam a guerra.
  31. Embaixadores reais virão do Egito, a Etiópia cedo estenderá para Deus as suas mãos.
  32. Reinos da terra, cantai a Deus, cantai louvores ao Senhor, (Selá)
  33. àquele que vai montado sobre os céus dos céus, desde a antiguidade, eis que envia a sua voz e dá um brado veemente.
  34. Dai a Deus fortaleza: a sua excelência está sobre Israel, e a sua fortaleza nas mais altas nuvens.
  35. Ó Deus, tu és tremendo desde os teus santuários, o Deus de Israel é o que dá fortaleza e poder ao seu povo. Bendito seja Deus.

Salmo 69 ↟↟

  1. ivra-me, ó Deus, pois as águas entraram até à minha alma.
  2. Atolei-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé, entrei na profundeza das águas, onde a corrente me leva.
  3. Estou cansado de clamar, secou-se-me a garganta, os meus olhos desfalecem esperando o meu Deus.
  4. Aqueles que me aborrecem sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça, aqueles que procuram destruir-me sendo injustamente meus inimigos, são poderosos, então, restituí o que não furtei.
  5. Tu, ó Deus, bem conheces a minha insipiência, e os meus pecados não te são encobertos.
  6. Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor, Senhor dos Exércitos, não sejam confundidos por minha causa aqueles que te buscam, ó Deus de Israel.
  7. Porque por amor de ti tenho suportado afronta, a confusão cobriu o meu rosto.
  8. Tenho-me tornado como um estranho para com os meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe.
  9. Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim.
  10. Chorei, e castiguei com jejum a minha alma, mas até isto se me tornou em afrontas.
  11. Pus, por veste, um pano de saco e me fiz um provérbio para eles.
  12. Aqueles que se assentam à porta falam contra mim, sou a canção dos bebedores de bebida forte.
  13. Eu, porém, faço a minha oração a ti, Senhor, num tempo aceitável, ó Deus, ouve-me segundo a grandeza da tua misericórdia, segundo a verdade da tua salvação.
  14. Tira-me do lamaçal e não me deixes atolar, seja eu livre dos que me aborrecem e das profundezas das águas.
  15. Não me leve a corrente das águas e não me sorva o abismo, nem o poço cerre a sua boca sobre mim.
  16. Ouve-me, Senhor, pois boa é a tua misericórdia, olha para mim segundo a tua muitíssima piedade.
  17. E não escondas o teu rosto do teu servo, porque estou angustiado, ouve-me depressa.
  18. Aproxima-te da minha alma, e resgata-a, livra-me por causa dos meus inimigos.
  19. Bem conheces a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão, diante de ti estão todos os meus adversários.
  20. Afrontas me quebrantaram o coração, e estou fraquíssimo, esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum, e por consoladores, mas não os achei.
  21. Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre.
  22. Torne-se a sua mesa diante dele em laço e, para sua inteira recompensa, em ruína.
  23. Escureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e faze com que os seus lombos tremam constantemente.
  24. Derrama sobre eles a tua indignação, e prenda-os o ardor da tua ira.
  25. Fique desolado o seu palácio, e não haja quem habite nas suas tendas.
  26. Pois perseguem a quem afligiste e conversam sobre a dor daqueles a quem feriste.
  27. Acrescenta iniquidade à iniquidade deles, e não entrem na tua justiça.
  28. Sejam riscados do livro da vida e não sejam inscritos com os justos.
  29. Eu, porém, estou aflito e triste, ponha-me a tua salvação, ó Deus, num alto retiro.
  30. Louvarei o nome de Deus com cântico e engrandecê-lo-ei com ação de graças.
  31. Isto será mais agradável ao Senhor do que o boi ou bezerro que tem pontas e unhas.
  32. Os mansos verão isto e se agradarão, o vosso coração viverá, pois que buscais a Deus.
  33. Porque o Senhor ouve os necessitados e não despreza os seus cativos.
  34. Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto neles se move.
  35. Porque Deus salvará a Sião e edificará as cidades de Judá, para que habitem ali e a possuam.
  36. E herdá-la-á a semente de seus servos, e os que amam o seu nome habitarão nela.

Salmo 70 ↟↟

  1. pressa-te, ó Deus, em me livrar, Senhor, apressa-te em ajudar-me.
  2. Fiquem envergonhados e confundidos os que procuram a minha alma, tornem atrás e confundam-se os que me desejam mal.
  3. Voltem as costas cobertos de vergonha os que dizem: Ah. Ah.
  4. Folguem e alegrem-se em ti todos os que te buscam, e aqueles que amam a tua salvação digam continuamente: Engrandecido seja Deus.
  5. Eu, porém, estou aflito e necessitado, apressa-te por mim, ó Deus, tu és o meu auxílio e o meu libertador, Senhor, não te detenhas.

Salmo 71 ↟↟

  1. m ti, Senhor, confio, nunca seja eu confundido.
  2. Livra-me na tua justiça e faze que eu escape, inclina os teus ouvidos para mim e salva-me.
  3. Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente, deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
  4. Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel,
  5. pois tu és a minha esperança, Senhor Deus, tu és a minha confiança desde a minha mocidade.
  6. Por ti tenho sido sustentado desde o ventre, tu és aquele que me tiraste do ventre de minha mãe, o meu louvor será para ti constantemente.
  7. Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.
  8. Encha-se a minha boca do teu louvor e da tua glória todo o dia.
  9. Não me rejeites no tempo da velhice, não me desampares, quando se for acabando a minha força.
  10. Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos,
  11. dizendo: Deus o desamparou, persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.
  12. Ó Deus, não te alongues de mim, meu Deus, apressa-te em ajudar-me.
  13. Sejam confundidos e consumidos os que são adversários da minha alma, cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.
  14. Mas eu esperarei continuamente e te louvarei cada vez mais.
  15. A minha boca relatará as bênçãos da tua justiça e da tua salvação todo o dia, posto que não conheça o seu número.
  16. Sairei na força do Senhor Deus, farei menção da tua justiça, e só dela.
  17. Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade, e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.
  18. Agora, também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.
  19. Também a tua justiça, ó Deus, está muito alta, pois fizeste grandes coisas, ó Deus, quem é semelhante a ti?
  20. Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias, me darás ainda a vida e me tirarás dos abismos da terra.
  21. Aumentarás a minha grandeza e de novo me consolarás.
  22. Também eu te louvarei com o saltério, bem como à tua verdade, ó meu Deus, cantar-te-ei com a harpa, ó Santo de Israel.
  23. Os meus lábios exultarão quando eu te cantar, assim como a minha alma que tu remiste.
  24. A minha língua falará da tua justiça todo o dia, pois estão confundidos e envergonhados aqueles que procuram o meu mal.

Salmo 72 ↟↟

  1. Deus, dá ao rei os teus juízos e a tua justiça, ao filho do rei.
  2. Ele julgará o teu povo com justiça e os teus pobres com juízo.
  3. Os montes trarão paz ao povo, e os outeiros, justiça.
  4. Julgará os aflitos do povo, salvará os filhos do necessitado e quebrantará o opressor.
  5. Temer-te-ão enquanto durar o sol e a lua, de geração em geração.
  6. Ele descerá como a chuva sobre a erva ceifada, como os chuveiros que umedecem a terra.
  7. Nos seus dias florescerá o justo, e abundância de paz haverá enquanto durar a lua.
  8. Dominará de mar a mar, e desde o rio até às extremidades da terra.
  9. Aqueles que habitam no deserto se inclinarão ante ele, e os seus inimigos lamberão o pó.
  10. Os reis de Társis e das ilhas trarão presentes, os reis de Sabá e de Sebá oferecerão dons.
  11. E todos os reis se prostrarão perante ele, todas as nações o servirão.
  12. Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude.
  13. Compadecer-se-á do pobre e do aflito e salvará a alma dos necessitados.
  14. Libertará a sua alma do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele.
  15. E viverá, e se lhe dará do ouro de Sabá, e continuamente se fará por ele oração, e todos os dias o bendirão.
  16. Haverá um punhado de trigo na terra sobre os cumes dos montes, o seu fruto se moverá como o Líbano, e os da cidade florescerão como a erva da terra.
  17. O seu nome permanecerá eternamente, o seu nome se irá propagando de pais a filhos, enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nele, todas as nações lhe chamarão bem-aventurado.
  18. Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, que só ele faz maravilhas.
  19. E bendito seja para sempre o seu nome glorioso, e encha-se toda a terra da sua glória. Amém e amém.
  20. Findam aqui as orações de Davi, filho de Jessé.

Salmo 73 ↟↟

  1. erdadeiramente, bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração.
  2. Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram, pouco faltou para que escorregassem os meus passos.
  3. Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios.
  4. Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força.
  5. Não se acham em trabalhos como outra gente, nem são afligidos como outros homens.
  6. Pelo que a soberba os cerca como um colar, vestem-se de violência como de um adorno.
  7. Os olhos deles estão inchados de gordura, superabundam as imaginações do seu coração.
  8. São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão, falam arrogantemente.
  9. Erguem a sua boca contra os céus, e a sua língua percorre a terra.
  10. Pelo que o seu povo volta aqui, e águas de copo cheio se lhes espremem.
  11. E dizem: Como o sabe Deus? Ou: Há conhecimento no Altíssimo?
  12. Eis que estes são ímpios, e, todavia, estão sempre em segurança, e se lhes aumentam as riquezas.
  13. Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração e lavado as minhas mãos na inocência.
  14. Pois todo o dia tenho sido afligido e castigado cada manhã.
  15. Se eu dissesse: Também falarei assim, eis que ofenderia a geração de teus filhos.
  16. Quando pensava em compreender isto, fiquei sobremodo perturbado,
  17. até que entrei no santuário de Deus, então, entendi eu o fim deles.
  18. Certamente, tu os puseste em lugares escorregadios, tu os lanças em destruição.
  19. Como caem na desolação, quase num momento. Ficam totalmente consumidos de terrores.
  20. Como faz com um sonho o que acorda, assim, ó Senhor, quando acordares, desprezarás a aparência deles.
  21. Assim, o meu coração se azedou, e sinto picadas nos meus rins.
  22. Assim, me embruteci e nada sabia, era como animal perante ti.
  23. Todavia, estou de contínuo contigo, tu me seguraste pela mão direita.
  24. Guiar-me-ás com o teu conselho e, depois, me receberás em glória.
  25. A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti.
  26. A minha carne e o meu coração desfalecem, mas Deus é a fortaleza do meu coração e a minha porção para sempre.
  27. Pois eis que os que se alongam de ti perecerão, tu tens destruído todos aqueles que, apostatando, se desviam de ti.
  28. Mas, para mim, bom é aproximar-me de Deus, pus a minha confiança no Senhor Deus, para anunciar todas as tuas obras.

Salmo 74 ↟↟

  1. Deus, por que nos rejeitaste para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto?
  2. Lembra-te da tua congregação, que compraste desde a antiguidade, da tua herança que remiste, deste monte Sião, em que habitaste.
  3. Levanta-te contra as perpétuas assolações, contra tudo o que o inimigo tem feito de mal no santuário.
  4. Os teus inimigos bramam no meio dos lugares santos, põem neles as suas insígnias por sinais.
  5. Parecem-se com o homem que avança com o seu machado através da espessura do arvoredo.
  6. Eis que toda a obra entalhada quebram com machados e martelos.
  7. Lançaram fogo ao teu santuário, profanaram, derribando-a até ao chão, a morada do teu nome.
  8. Disseram no seu coração: Despojemo-los de uma vez. Queimaram todos os lugares santos de Deus na terra.
  9. Já não vemos os nossos sinais, já não há profeta, nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará.
  10. Até quando, ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o teu nome para sempre?
  11. Por que retiras a tua mão, sim, a tua destra? Tira-a do teu seio e consome-os
  12. Todavia, Deus é o meu Rei desde a antiguidade, operando a salvação no meio da terra.
  13. Tu dividiste o mar pela tua força, quebrantaste a cabeça dos monstros das águas.
  14. Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto.
  15. Fendeste a fonte e o ribeiro, secaste os rios impetuosos.
  16. Teu é o dia e tua é a noite, preparaste a luz e o sol.
  17. Estabeleceste todos os limites da terra, verão e inverno, tu os formaste.
  18. Lembra-te disto: que o inimigo afrontou ao Senhor, e que um povo louco blasfemou o teu nome.
  19. Não entregues às feras a alma da tua pombinha, não te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos.
  20. Atenta para o teu concerto, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade.
  21. Oh. Não volte envergonhado o oprimido, louvem o teu nome o aflito e o necessitado.
  22. Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa, lembra-te da afronta que o louco te faz cada dia.
  23. Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos, o tumulto daqueles que se levantam contra ti aumenta continuamente.

Salmo 75 ↟↟

  1. ti, ó Deus, glorificamos, a ti damos louvor, pois o teu nome está perto, as tuas maravilhas o declaram.
  2. Quando eu ocupar o lugar determinado, julgarei retamente.
  3. Dissolve-se a terra e todos os seus moradores, mas eu fortaleci as suas colunas. (Selá)
  4. Disse eu aos loucos: não enlouqueçais, e aos ímpios: não levanteis a fronte,
  5. não levanteis a fronte altiva, nem faleis com cerviz dura
  6. Porque nem do Oriente, nem do Ocidente, nem do deserto vem a exaltação.
  7. Mas Deus é o juiz, a um abate e a outro exalta.
  8. Porque na mão do Senhor há um cálice cujo vinho ferve, cheio de mistura, e dá a beber dele, certamente todos os ímpios da terra sorverão e beberão as suas fezes.
  9. Mas, quanto a mim, exultarei para sempre, cantarei louvores ao Deus de Jacó.
  10. E quebrantarei todas as forças dos ímpios, mas as forças dos justos serão exaltadas.

Salmo 76 ↟↟

  1. onhecido é Deus em Judá, grande é o seu nome em Israel.
  2. E em Salém está o seu tabernáculo, e a sua morada, em Sião.
  3. Ali quebrou as flechas do arco, o escudo, e a espada, e a guerra. (Selá)
  4. Tu és mais ilustre e glorioso do que os montes de presa.
  5. Os que são ousados de coração foram despojados, dormiram o seu sono, e nenhum dos homens de força achou as próprias mãos.
  6. À tua repreensão, ó Deus de Jacó, carros e cavalos são lançados num sono profundo
  7. Tu, tu és terrível. E quem subsistirá à tua vista, se te irares?
  8. Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo, a terra tremeu e se aquietou
  9. quando Deus se levantou para julgar, para livrar a todos os mansos da terra. (Selá)
  10. Porque a cólera do homem redundará em teu louvor, e o restante da cólera, tu o restringirás.
  11. Fazei votos e pagai ao Senhor, vosso Deus, tragam presentes, os que estão em redor dele, àquele que é tremendo.
  12. Ele ceifará o espírito dos príncipes: é tremendo para com os reis da terra.

Salmo 77 ↟↟

  1. lamei a Deus com a minha voz, a Deus levantei a minha voz, e ele inclinou para mim os ouvidos.
  2. No dia da minha angústia busquei ao Senhor, a minha mão se estendeu de noite e não cessava, a minha alma recusava ser consolada.
  3. Lembrava-me de Deus e me perturbava, queixava-me, e o meu espírito desfalecia. (Selá)
  4. Sustentaste os meus olhos vigilantes, estou tão perturbado, que não posso falar.
  5. Considerava os dias da antiguidade, os anos dos tempos passados.
  6. De noite chamei à lembrança o meu cântico, meditei em meu coração, e o meu espírito investigou:
  7. Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável?
  8. Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se já a promessa que veio de geração em geração?
  9. Esqueceu-se Deus de ter misericórdia? Ou encerrou ele as suas misericórdias na sua ira? (Selá)
  10. E eu disse: isto é enfermidade minha, e logo me lembrei dos anos da destra do Altíssimo
  11. Lembrar-me-ei, pois, das obras do Senhor, certamente que me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade.
  12. Meditarei também em todas as tuas obras e falarei dos teus feitos.
  13. O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Que deus é tão grande como o nosso Deus?
  14. Tu és o Deus que fazes maravilhas, tu fizeste notória a tua força entre os povos.
  15. Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. (Selá)
  16. As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram, os abismos também se abalaram.
  17. Grossas nuvens se desfizeram em água, os céus retumbaram, as tuas flechas correram de uma para outra parte.
  18. A voz do teu trovão repercutiu-se nos ares, os relâmpagos alumiaram o mundo, a terra se abalou e tremeu.
  19. Pelo mar foi teu caminho, e tuas veredas, pelas grandes águas, e as tuas pegadas não se conheceram.
  20. Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.

Salmo 78 ↟↟

  1. scutai a minha lei, povo meu, inclinai os ouvidos às palavras da minha boca.
  2. Abrirei a boca numa parábola, proporei enigmas da antiguidade,
  3. os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado.
  4. Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez.
  5. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos,
  6. para que a geração vindoura a soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e a contassem a seus filhos,
  7. para que pusessem em Deus a sua esperança e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos
  8. e não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel para com Deus.
  9. Os filhos de Efraim, armados e trazendo arcos, retrocederam no dia da peleja.
  10. Não guardaram o concerto de Deus e recusaram andar na sua lei.
  11. E esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver,
  12. maravilhas que ele fez à vista de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.
  13. Dividiu o mar, e os fez passar por ele, fez com que as águas parassem como num montão.
  14. De dia os guiou com uma nuvem, e toda a noite, com um clarão de fogo.
  15. Fendeu as penhas no deserto e deu-lhes de beber como de grandes abismos.
  16. Fez sair fontes da rocha e fez correr as águas como rios.
  17. E ainda prosseguiram em pecar contra ele, provocando ao Altíssimo na solidão.
  18. E tentaram a Deus no seu coração, pedindo carne para satisfazerem o seu apetite.
  19. E falaram contra Deus e disseram: Poderá Deus, porventura, preparar-nos uma mesa no deserto?
  20. Eis que feriu a penha, e águas correram dela, rebentaram ribeiros em abundância, poderá também dar-nos pão ou preparar carne para o seu povo?
  21. Pelo que o Senhor os ouviu e se indignou, e acendeu um fogo contra Jacó, e furor também subiu contra Israel,
  22. porquanto não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação,
  23. posto que tivesse mandado às altas nuvens, e tivesse aberto as portas dos céus,
  24. e fizesse chover sobre eles o maná para comerem, e lhes tivesse dado do trigo do céu.
  25. Cada um comeu o pão dos poderosos, ele lhes mandou comida com abundância.
  26. Fez soprar o vento do Oriente nos céus e trouxe o Sul com a sua força.
  27. E choveu sobre eles carne como pó, e aves de asas como a areia do mar.
  28. E as fez cair no meio do seu arraial, ao redor de suas habitações.
  29. Então, comeram e se fartaram bem, pois lhes satisfez o desejo.
  30. Não refrearam o seu apetite. Ainda lhes estava a comida na boca,
  31. quando a ira de Deus desceu sobre eles, e matou os mais fortes deles, e feriu os escolhidos de Israel.
  32. Com tudo isto, ainda pecaram e não deram crédito às suas maravilhas.
  33. Pelo que consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos, na angústia.
  34. Pondo-os ele à morte, então, o procuravam, e voltavam, e de madrugada buscavam a Deus.
  35. E lembravam-se de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo, o seu Redentor.
  36. Todavia, lisonjeavam-no com a boca e com a língua lhe mentiam.
  37. Porque o seu coração não era reto para com ele, nem foram fiéis ao seu concerto.
  38. Mas ele, que é misericordioso, perdoou a sua iniquidade e não os destruiu, antes, muitas vezes desviou deles a sua cólera e não deixou despertar toda a sua ira,
  39. porque se lembrou de que eram carne, um vento que passa e não volta.
  40. Quantas vezes o provocaram no deserto e o ofenderam na solidão.
  41. Voltaram atrás, e tentaram a Deus, e duvidaram do Santo de Israel.
  42. Não se lembraram do poder da sua mão, nem do dia em que os livrou do adversário,
  43. como operou os seus sinais no Egito e as suas maravilhas no campo de Zoã,
  44. e converteu em sangue os seus rios e as suas correntes, para que não pudessem beber.
  45. E lhes mandou enxames de moscas que os consumiram, e rãs que os destruíram.
  46. Deu, também, ao pulgão a sua novidade, e o seu trabalho, aos gafanhotos.
  47. Destruiu as suas vinhas com saraiva, e os seus sicômoros, com pedrisco.
  48. Também entregou o seu gado à saraiva, e aos coriscos, os seus rebanhos.
  49. E atirou para o meio deles, quais mensageiros de males, o ardor da sua ira: furor, indignação e angústia.
  50. Abriu caminho à sua ira, não poupou a alma deles à morte, nem a vida deles à pestilência.
  51. E feriu todo primogênito no Egito, primícias da sua força nas tendas de Cam,
  52. mas fez com que o seu povo saísse como ovelhas e os guiou pelo deserto, como a um rebanho.
  53. E os guiou com segurança, e não temeram, mas o mar cobriu os seus inimigos.
  54. E conduziu-os até ao limite do seu santuário, até este monte que a sua destra adquiriu,
  55. e expulsou as nações de diante deles, e, dividindo suas terras, lhas deu por herança, e fez habitar em suas tendas as tribos de Israel.
  56. Contudo, tentaram, e provocaram o Deus Altíssimo, e não guardaram os seus testemunhos.
  57. Mas tornaram atrás e portaram-se aleivosamente como seus pais, viraram-se como um arco traiçoeiro,
  58. pois lhe provocaram a ira com os seus altos e despertaram-lhe o zelo com as suas imagens de escultura.
  59. Deus ouviu isto e se indignou, e sobremodo aborreceu a Israel,
  60. pelo que desamparou o tabernáculo em Siló, a tenda que estabelecera como sua morada entre os homens,
  61. e deu a sua força ao cativeiro, e a sua glória, à mão do inimigo,
  62. e entregou o seu povo à espada, e encolerizou-se contra a sua herança.
  63. Aos seus jovens, consumiu-os o fogo, e as suas donzelas não tiveram festa nupcial.
  64. Os seus sacerdotes caíram à espada, e suas viúvas não se lamentaram.
  65. Então, o Senhor despertou como de um sono, como um valente que o vinho excitasse.
  66. E feriu os seus adversários, que fugiram, e os pôs em perpétuo desprezo.
  67. Além disto, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim.
  68. Antes, elegeu a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava.
  69. E edificou o seu santuário como aos lugares elevados, como a terra que fundou para sempre.
  70. Também elegeu a Davi, seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas.
  71. De após as ovelhas pejadas o trouxe, para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança.
  72. Assim, os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou com a perícia de suas mãos.

Salmo 79 ↟↟

  1. Deus, as nações entraram na tua herança, contaminaram o teu santo templo, reduziram Jerusalém a montões de pedras.
  2. Deram os cadáveres dos teus servos por comida às aves dos céus e a carne dos teus santos, às alimárias da terra.
  3. Derramaram o sangue deles como água ao redor de Jerusalém, e não houve quem os sepultasse.
  4. Estamos feitos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que estão à roda de nós.
  5. Até quando, Senhor? Indignar-te-ás para sempre? Arderá o teu zelo como fogo?
  6. Derrama o teu furor sobre nações que te não conhecem e sobre os reinos que não invocam o teu nome.
  7. Porque devoraram a Jacó e assolaram as suas moradas.
  8. Não te lembres das nossas iniquidades passadas, apressa-te e antecipem-se-nos as tuas misericórdias, pois estamos muito abatidos.
  9. Ajuda-nos, ó Deus da nossa salvação, pela glória do teu nome, e livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome.
  10. Por que diriam os gentios: Onde está o seu Deus? Torne-se manifesta entre as nações, à nossa vista, a vingança do sangue derramado dos teus servos.
  11. Chegue à tua presença o gemido dos presos, segundo a grandeza do teu braço, preserva aqueles que estão sentenciados à morte.
  12. E aos nossos vizinhos, deita-lhes no regaço, setuplicadamente, a sua injúria com que te injuriaram, Senhor.
  13. Assim, nós, teu povo e ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente, de geração em geração cantaremos os teus louvores.

Salmo 80 ↟↟

  1. pastor de Israel, dá ouvidos, tu, que guias a José como a um rebanho, que te assentas entre os querubins, resplandece.
  2. Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder e vem salvar-nos.
  3. Faze-nos voltar, ó Deus, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
  4. Ó Senhor, Deus dos Exércitos, até quando te indignarás contra a oração do teu povo?
  5. Tu os sustentas com pão de lágrimas e lhes dás a beber lágrimas em abundância.
  6. Tu nos pões por objeto de contenção entre os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós entre si.
  7. Faze-nos voltar, ó Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos
  8. Trouxeste uma vinha do Egito, lançaste fora as nações e a plantaste.
  9. Preparaste-lhe lugar, e fizeste com que ela aprofundasse raízes, e, assim, encheu a terra.
  10. Os montes cobriram-se com a sua sombra, e como os cedros de Deus se tornaram os seus ramos.
  11. Ela estendeu a sua ramagem até ao mar, e os seus ramos, até ao rio.
  12. Por que quebraste, então, os seus valados, de modo que todos os que passam por ela a vindimam?
  13. O javali da selva a devasta, e as feras do campo a devoram.
  14. Oh. Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos, atende dos céus, e vê, e visita esta vinha,
  15. e a videira que a tua destra plantou, e o sarmento que fortificaste para ti.
  16. Está queimada pelo fogo, está cortada, pereceu pela repreensão da tua face.
  17. Seja a tua mão sobre o varão da tua destra, sobre o filho do homem, que fortificaste para ti.
  18. Deste modo, não nos iremos de após ti, guarda-nos em vida, e invocaremos o teu nome.
  19. Faze-nos voltar, Senhor, Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.




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